SATA SSD: o que é e como funciona?

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Aqui vamos falar tudo que você precisa saber sobre HD e SATA SSD: suas principais funções e tecnologias da atualidade pra você ficar bem informado antes de investir seu dinheiro.

Mas afinal de contas o que significa HD? Na sigla em inglês significa Hard Disk, ou disco rígido e é responsável pela memória não volátil de seu dispositivo. Em outras palavras, é graças ao disco rígido que seus arquivos de música, vídeos, fotos, documentos familiares e de trabalho ficam guardados em sua máquina.

O primeiro disco rígido que se tem conhecimento data de 1 de setembro de 1973 e foi chamado de 305 RAMAC (Random Access Method of Accounting and Control). Tinha a capacidade total de 5 megabytes, o que era algo impressionante para a época.

Anos depois, a IBM lançou em 1973 o Winchester de 30 megabytes. No início dos anos 80, os discos rígidos eram bastantes caros e custavam cerca de 2 mil dólares os discos de 10 megabytes.

Como funciona um disco rígido tradicional

Os discos rígidos tradicionais funcionam com discos magnéticos cobertos por uma camada magnética. Quanto mais fina esta camada maior será o poder de armazenamento de dados.

Os primeiros discos utilizavam a mesma mecânica de funcionamento dos disquetes, então chamada de coates media, de baixa densidade. Os discos atuais usam uma media laminada (plated media), de qualidade bem superior.

Como em um tocador de discos a cabeça do eletroímã encosta no disco laminado e lê/grava informações no disco rígido.

A desvantagem desta tecnologia é que com o tempo é possível que o HD queime ou estrague algum mecanismo de leitura desses dados e é possível que você os perda se não houver outro backup.

Além disso, há uma certa demora para carregar alguns dados de arquivos pesados como jogos, por exemplo. É chamado tempo de loading.

Outro defeito bastante comum é o bad block ou bad cluster, que são defeitos na superfície magnética do disco rígido. É um dano físico na mídia que na maior parte das vezes é irreversível e poucos softwares são capazes de consertar.

Contudo, diversas máquinas e dispositivos ainda aceitam o HD, que pode ser uma opção ainda bastante satisfatória. A propósito, dê uma olhada em nossas ofertas de HD clicando aqui!

Esses erros podem ocorrer com o transporte do dispositivo, quedas ou qualquer impacto. Assim, os discos rígidos tradicionais estão ficando obsoletos por sua baixa durabilidade e sensibilidade a defeitos, sem contar a demora na leitura dos dados.

O que é um SSD?

O SSD ou Solid State Drive é uma nova forma de armazenar dados nas máquinas, isto é, é a evolução do HD tradicional de eletroímã. Ao contrário de sua versão antiga, não possui discos e nem partes móveis em seu interior.

É todo construído em torno de um circuito semicondutor integrado, que viabiliza todo o processo de armazenamento, sem precisar de qualquer disco magnético.

Na prática, a eliminação de componentes móveis e a transformação de tudo em uma peça única de circuitos integrados, é que todo o aparelho de armazenamento é muito mais silencioso, seguro e menos suscetível a danos.

Além disso, a memória flash inserida nos SSDs é muito mais rápida e o tempo de acesso a informações é muito menor. Esqueça aquele tedioso período de loading indispensável em aparelhos de disco magnético, como alguns videogames de gerações mais antigas.

Como se não fosse o bastante, a nova tecnologia também é muito mais resistente a impactos devido a ausência de componentes mecânicos. Também não tem desgaste de uso, por isso a durabilidade é muito superior e consequentemente muito mais confiável.

O SSD pode funcionar por décadas sem qualquer problema, o que é impressionante porque trabalham a velocidades maiores do que 500 Mb/s mesmo nos modelos SATA em qualquer máquina.

Mas vamos falar um pouco sobre o que é SATA.

Tecnologia SATA em SSD

SATA (serial de acessórios tecnologicamente avançado) é um padrão de conexão que viabiliza aos dispositivos de armazenamento se conectarem com os sistemas host de forma ainda mais qualitativa.

Existem atualmente no mercado uma infinidade de dispositivos SATA no mercado, o que significa que os cabos que conectam este tipo de tecnologia pressupõe uma porta no formato SATA na unidade do dispositivo e outra na placa mãe da do dispositivo o qual o usuário quer se conectar.

Esse padrão de interface faz com que o tráfego de dados seja ainda mais rápido e eficaz.

Até hoje o SATA é um padrão de conexão muito utilizado no mercado, e consequentemente bastante utilizado em SSDs que possuem vários terabytes de tamanho.

Atualmente há algumas tecnologias superiores ao SATA, mas ainda possuem custo bastante elevado no mercado, como é o caso da M.2 e NVMe. Estas tecnologias oferecem uma conexão que não está limitada ao cabeamento do SATA e permite que o tráfego de dados chegue a velocidades altíssimas.

Mas se você não está construindo uma máquina para a NASA, a tecnologia SATA irá te proporcionar velocidades de até 600 MBps, o que já é uma excelente opção.

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Diferenças entre HD e SATA SSD

Durabilidade. Os SSDs podem durar décadas, em razão da ausência de partes móveis.

Velocidade de leitura de dados. Um HD típico faz um bom trabalho ao armazenar seus dados, mas um SSD deixa toda sua máquina muito mais rápida.

Perda de dados. Os SSDs são muito mais robustos do que os discos rígidos tradicionais. Por exemplo, quando falta luz e sua máquina se apaga, o SSD possui um capacitor em seu interior, que permite a escrita de dados por um determinado período mesmo sem energia.

Resistência. Os HDs tradicionais giram a velocidades constantes de 400 RPM ou 7200 RPM, o que pode ser arriscado se você utilizar um notebook em um automóvel, por exemplo. Qualquer impacto, freada, quebra-molas, pode causar danos irreparáveis à máquina.

Já os SSDs não são afetados por este tipo de problema por não possuírem partes mecânicas como um disco que gira o tempo todo. Isso faz com que o desgaste seja menor e o dispositivo possa ser transportado com tranquilidade.

Dissipação do calor. Em máquinas de alto desempenho, como em computadores para gamers, ou máquinas que rodam programas pesados de áudio, imagem, edição de vídeos etc. Os SSDs não geram calor intenso e permanecem a uma temperatura bem razoável mesmo durante o uso intenso.